
Com sua voz limpa, afinada e, portanto, impactante, Rita Ribeiro põe para girar, diante do ouvinte, a fé nos deuses, santos e entidades que nos fortalecem: consolam os descaminhos; orientam a viagem.
Rita Ribeiro canta, com respeito à mistura (sincretismo nosso de cada dia) e com o amor de uma mortal, a folia da eterna transformação de todas as coisas; a magia quente que nos protege e revigora nosso desejo de viver.
Ao unir os cantos e toques trazidos com os negros aos instrumentos e recursos eletrônicos, Rita mostra como tradição e novidade podem viver juntos: iluminar mundos passados e futuros, no presente. A tradução, verdadeira transcriação, de Rita para "Domingo 23", de Jorge Benjor, é deslumbramento.
23 de abril é dia de São Jorge: santo popular, reverenciado pelos moradores (sempre vestidos com as roupas e as armas de Jorge) do Rio de Janeiro: a orgiástica cidade de São Sebastião. Assim, tudo junto e misturado: microBrasil.
Seja na versão católica, seja na versão nórdica do mito, sentado em seu cavalo, Jorge matou um dragão. Já a relação entre Jorge e a lua nasce no Brasil, com a ligação sincrética entre ele e Oxossi: orixá associado à lua. Importa lembrar que na Umbanda é com Ogum que o santo é associado.
"Domingo 23" é o canto do grande dia: da festa pelo passeio de Jorge, que com sua espada está sempre disposto à proteger quem lhe roga. Sábio, o justiceiro ensina que com o canto (de um passarinho) nunca, neste mundo, se está sozinho.
Precisamos do cantar alheio: cantar Jorge é receber em troca sua proteção, seu canto, para sair da história e cair na vida.
Rita Ribeiro canta, com respeito à mistura (sincretismo nosso de cada dia) e com o amor de uma mortal, a folia da eterna transformação de todas as coisas; a magia quente que nos protege e revigora nosso desejo de viver.
Ao unir os cantos e toques trazidos com os negros aos instrumentos e recursos eletrônicos, Rita mostra como tradição e novidade podem viver juntos: iluminar mundos passados e futuros, no presente. A tradução, verdadeira transcriação, de Rita para "Domingo 23", de Jorge Benjor, é deslumbramento.
23 de abril é dia de São Jorge: santo popular, reverenciado pelos moradores (sempre vestidos com as roupas e as armas de Jorge) do Rio de Janeiro: a orgiástica cidade de São Sebastião. Assim, tudo junto e misturado: microBrasil.
Seja na versão católica, seja na versão nórdica do mito, sentado em seu cavalo, Jorge matou um dragão. Já a relação entre Jorge e a lua nasce no Brasil, com a ligação sincrética entre ele e Oxossi: orixá associado à lua. Importa lembrar que na Umbanda é com Ogum que o santo é associado.
"Domingo 23" é o canto do grande dia: da festa pelo passeio de Jorge, que com sua espada está sempre disposto à proteger quem lhe roga. Sábio, o justiceiro ensina que com o canto (de um passarinho) nunca, neste mundo, se está sozinho.
Precisamos do cantar alheio: cantar Jorge é receber em troca sua proteção, seu canto, para sair da história e cair na vida.
***
Domingo 23
(Jorge Benjor)
Domingo 23, Domingo 23
É dia de Jorge
É dia dele passear
Dele passear
No seu cavalo branco
Pelo mundo prá ver
Como é que tá
De armadura e capa
Espada forjada em ouro
Gesto nobre
Olhar sereno
De cavaleiro, guerreiro justiceiro
Imbatível ao extremo
Assim é Jorge
E salve Jorge viva viva viva Jorge
Pois com sua sabedoria e coragem
Mostrou que com uma rosa
E o cantar de um passarinho
Nunca nesse mundo se está sozinho
E salve Jorge
E salve Jorge
(Jorge Benjor)
Domingo 23, Domingo 23
É dia de Jorge
É dia dele passear
Dele passear
No seu cavalo branco
Pelo mundo prá ver
Como é que tá
De armadura e capa
Espada forjada em ouro
Gesto nobre
Olhar sereno
De cavaleiro, guerreiro justiceiro
Imbatível ao extremo
Assim é Jorge
E salve Jorge viva viva viva Jorge
Pois com sua sabedoria e coragem
Mostrou que com uma rosa
E o cantar de um passarinho
Nunca nesse mundo se está sozinho
E salve Jorge
E salve Jorge
Nenhum comentário:
Postar um comentário