Pesquisar canções e/ou artistas

26 dezembro 2010

360. Carnaval do Brasil

"Carnaval do Brasil" é a conjunção feliz entre "Bloco do prazer", de Moraes Moreira e Fausto Nilo, "Pombo correio", de Dodô, Osmar e Moraes Moreira, e "Festa do interior", de Moraes Moreira e Abel Silva. Nessa sequência.
Moraes Moreira, que começou seu contato com a canção tocando sanfona em festas de São João, mistura diversos elementos - da "festa do interior" ao "bloco do prazer" - pulsando a folia de rua: de sol, suor e cerveja. Para o sujeito de "Carnaval do Brasil" o que importa é embriagar o ouvinte com a vontade de festejar a vida: alegria que se desdobra em alegria. É a fé na festa como algo além (muito mais) do que o cotidiano oferece que move o sujeito e que lhe leva a incendiar a multidão com seus acordes envenenados de guitarra.
Guardada no disco Tem um pé no pelô (1993), "Carnaval do Brasil" tem como referência os inventores das marchinhas, dos frevos e dos sambas; agrega crônica do cotidiano com lirismo; evoca o romantismo dos antigos cordões, blocos, sociedades, corsos, alinhavando-os com a eletricidade do trio elétrico: aponta a mutação necessária para que a tradição sobreviva ao tempo: "Mamã mamãe eu quero sim, quero ser mandarim cheirando gasolina".
Ao justapor canções o sujeito brinca com a pergunta: "quem é você?". Ele consegue entrar na festa por aquilo que ela tem de mais primitivo: a perda das identidades ordinárias e estanques. "Carnaval do Brasil" é uma canção que celebra o conjunto das festas nascidas nas classes populares, sem reivindicações de autorais: da rua e para a alegria do povo, da massa.
Aliás, de fato, temos três canções que juntas, costuradas pela guitarra, resultam em uma quarta canção, desenhando os quatro dias de festa. "Pra libertar meu coração eu quero muito mais que o som da marcha lenta (...) não quero oito ou oitenta eu quero o bloco do prazer", diz uma; "Pombo correio voa ligeiro (...) que eu aqui fico cantando que é pra espantar essa tristeza", diz outra; e "nas trincheiras da alegria o que explodia era o amor", completa a terceira.
Ou seja, tudo aqui, na quarta canção, em "Carnaval do Brasil", quer revelar de onde vem, por que vem e para quem vem o carnaval brasileiro: da e para a alegria dos prazeres - para a orgia da felicidade. Ao unir as canções, o sujeito de "Carnaval do Brasil" abraça o país festeiro e suas diversas formas de cantar a alegria.

***

Carnaval do Brasil

Bloco do prazer
(Moraes Moreira / Fausto Nilo)

Pra libertar meu coração
Eu quero muito mais
Que o som da marcha lenta
Eu quero um novo balancê
E o bloco do prazer
Que a multidão comenta
Não quero oito e nem oitenta
Eu quero o bloco do prazer
E quem não vai querer?

Mamã mamãe eu quero sim
Quero ser mandarim
Cheirando gasolina
Na fina flor do meu jardim
Assim como carmim
Da boca das meninas
Que a vida arrasa e contamina
O gás que embala o balancê

Vem meu amor feito louca
Que a vida tá curta
E eu quero muito mais
Mais que essa dor que arrebenta
A paixão violenta
Oitenta carnavais

Pombo correio
(Dodô / Osmar / Moraes Moreira)

Pombo correio
Voa depressa
E esta carta leva
Para o meu amor

Leva no bico
Que eu aqui
Fico esperando
Pela resposta
Que é pra saber
Se ela ainda
Gosta de mim

Pombo correio
Se acaso
Um desencontro
Acontecer
Não perca
Nem um só segundo
Voar o mundo
Se preciso for
O mundo voa
Mas me traga
Uma notícia boa

Pombo correio
Voa ligeiro
Meu mensageiro
E essa mensagem
De amor
Leva no bico
Que eu aqui
Fico cantando
Que é pra espantar
Essa tristeza
Que a incerteza
Que o amor traz

Pombo correio
Nesse caso
Eu lhe conto
Por estas linhas
A que ponto
Quer chegar
Meu coração
O que mais gosta
"Volta pra mim"
Seria
A melhor resposta

Festa do interior
(Moraes Moreira / Abel Silva)

Fagulhas
Pontas de agulhas
Brilham estrelas
De São João

Babados
Xotes e xaxados
Segura as pontas
Meu coração

Bombas na guerra-magia
Ninguém matava
Ninguém morria

Nas trincheiras
Da alegria
O que explodia
Era o amor

Ardia aquela fogueira
Que me esquentava
A vida inteira
Eterna noite
Sempre a primeira
Festa do interior

2 comentários:

ADEMAR AMANCIO disse...

Interessante a junção de três canções com a mesma temática,sem contar que a Gal costa só não gravou "Pombo correio",pelo menos que eu saiba.

JACKSON BARROS BOMFIN disse...

Você (Jakson Barros Bonfim) está achando que eu ainda sou aquela mesma pessoa, que eu era a 3 anos atrás, quando a Gabriela Santana Andrade mandou a amiga dela do curso de pedagogia chamada Ana Beatriz Procession Guimarães entrar no grupo de analítica 1, se passando por uma tal de Simone, essa “Simone” ficou me humilhando por causa de iniciação científica junto com você e com a Gabriela Santana Andrade, depois você ficou compartilhando aquele áudio de eu tossindo e gritando que eu estava doente Gabriela com todos os seus amigos da atlética de farmácia. O que você fez comigo não se faz nem com um bicho. Se você tem alguma prova que fui eu que enviei aquele e-mail, porque você não procurou uma delegacia de polícia ou a coordenação da farmácia?

A verdade é que você não tem nenhuma prova contra mim, você é apenas corajoso em grupo de Whatsapp embaixo da saia da Gabriela Santana Andrade, pessoalmente você nem sequer se dá o trabalho de falar comigo.

Eu sei tudo sobre você, eu inclusive achei o seu perfil no Instagram e no Linkedin:

https://www.instagram.com/jboonfim/

 

https://br.linkedin.com/in/jaksonb

 

Mas também você é amigo do Guilherme de Sousa Barbosa. Ano passado, o Guilherme ameaçou me bater mesmo sem eu ter feito nada contra ele. O Guilherme nunca falou comigo na faculdade, a única vez que ele veio falar comigo é para ameaçar me bater. Depois que o Guilherme ameaçou me bater mesmo sem eu ter feito nada contra ele. A Camilly Enes Trindade, a Ana Clara Gomes de Oliveira, a Ana Carolina Vieira Metello, a Bruna Coelho de Almeida, a Giulia Amarante de Almeida Mussi da Silva, a Leticia de Sousa Albuquerque, o Nathan Genovez Dias de Fonseca e o Vinicius Gomes Gadini foram fazer queixinha sobre mim na coordenação da farmácia.

Por causa dessa queixinha, algum FDP da coordenação da farmácia da UFRJ vazou as minhas informações pessoais para uma pessoa, que nem me conhece, que nunca fez uma disciplina junto comigo e que já concluiu o curso de farmácia. Se esse FDP achou que iria me calar, ele pode ter certeza que ele não conseguiu, eu nunca vou me calar em frente às injustiças. Se esse FDP morasse aqui na minha rua, os traficantes já mandariam esse FDP subir até a boca de fumo. Os traficantes não gostam nada de gente, que faz as coisas para sacanear os outros. Aqui em frente a minha casa funciona um ferro velho clandestino, que fornece material furtado para os traficantes fazerem barricadas.

A vida é boa para quem faz iniciação científica, para quem não faz só resta à morte, eu não vou perder a minha bolsa.