Religar (2010), de Leo Cavalcanti, é um disco plugado no rumor da palavra cabeça (antenada) que encontra a parceria em melodias tão diversas quanto a brasilidade para se fazer sentir. Os sujeitos criados por Leo Cavalcanti são tão complexos e tão simples quanto o próprio movimento de subida e queda do indivíduo no mundo.De fato, há certa ciranda de sentimentos no sujeito e que lhe faz perguntar e sugerir respostas, mas sem acordo concreto consigo mesmo: sustentando a indagação motivadora. Desassossegado, o sujeito aqui dispara contra o excesso de opções da vida contemporânea: da exuberância filosófica que confunde, ao tentar dar clareza à dúvida motriz da vida.
Aliás, nas canções de Leo Cavalcanti, a filosofia é objeto de desejo de inferno e céu. Os sujeitos roçam a vida arranhando naquilo que ela tem de consciência-de-si: o pensamento. Pensar é causar pane; misturar estruturas sonoras; embaralhar conceitos e preconceitos; olhar para traz e para frente desenhando uma possibilidade de viver no instante (cantado) presente.
Escrita, melodia, voz e presença física, em Leo Cavalcanti, amalgamam-se para dizer o absurdo da vida: o comum e o ordinário encobertos pelos luxos das (meias) verdades, eus e super-eus. Assim é o sujeito de "Medo de olhar para si", de Leo Cavalcanti: ele está sempre ensaiando. A ele só interessa o silêncio ruidoso da procura: eis o vigor da canção.
O sujeito da canção quer estourar a bolha protetora (as verdades prontas) que o mundo tenta lhe impor; quer mergulhar com as sereias e se deixar devorar. E a voz híbrida de Leo Cavalcanti é o suporte exato para isso: borrar as aquarelas e mira na pincelada inacabada (ou mal dada) pela existência.
O sujeito sabe que a evolução não dá saltos, nem é linear, portanto é preciso ouvir cada mistério sem pretender destrui-lo, desvela-lo, mas atiçando sua brasa em nós: humanos. O sujeito não quer se adaptar: e parece querer romper a pele com sua alma inquieta.
"Se desvalorizar é o mesmo que se super-amar, ambos querem excluir o resto do mundo enquanto o seu tesouro fica preso lá no fundo", diz. Estranho no mundo, o sujeito da canção seduz o próprio mundo ao iluminar (com luz negra sempre) suas camadas. O ouvinte, desconfortável, sente isso e também se inquieta: quer sair e lançar-se sem medo de olhar para si, sem sofrer de antemão, mas pagando o alto preço de estar vivo.
Aliás, nas canções de Leo Cavalcanti, a filosofia é objeto de desejo de inferno e céu. Os sujeitos roçam a vida arranhando naquilo que ela tem de consciência-de-si: o pensamento. Pensar é causar pane; misturar estruturas sonoras; embaralhar conceitos e preconceitos; olhar para traz e para frente desenhando uma possibilidade de viver no instante (cantado) presente.
Escrita, melodia, voz e presença física, em Leo Cavalcanti, amalgamam-se para dizer o absurdo da vida: o comum e o ordinário encobertos pelos luxos das (meias) verdades, eus e super-eus. Assim é o sujeito de "Medo de olhar para si", de Leo Cavalcanti: ele está sempre ensaiando. A ele só interessa o silêncio ruidoso da procura: eis o vigor da canção.
O sujeito da canção quer estourar a bolha protetora (as verdades prontas) que o mundo tenta lhe impor; quer mergulhar com as sereias e se deixar devorar. E a voz híbrida de Leo Cavalcanti é o suporte exato para isso: borrar as aquarelas e mira na pincelada inacabada (ou mal dada) pela existência.
O sujeito sabe que a evolução não dá saltos, nem é linear, portanto é preciso ouvir cada mistério sem pretender destrui-lo, desvela-lo, mas atiçando sua brasa em nós: humanos. O sujeito não quer se adaptar: e parece querer romper a pele com sua alma inquieta.
"Se desvalorizar é o mesmo que se super-amar, ambos querem excluir o resto do mundo enquanto o seu tesouro fica preso lá no fundo", diz. Estranho no mundo, o sujeito da canção seduz o próprio mundo ao iluminar (com luz negra sempre) suas camadas. O ouvinte, desconfortável, sente isso e também se inquieta: quer sair e lançar-se sem medo de olhar para si, sem sofrer de antemão, mas pagando o alto preço de estar vivo.
***
Medo de olhar para si
(Leo Cavalcanti)
Pare de sofrer de antemão
- não se julgue um cão -
Saiba que é difícil, sempre no início dá muito medo de olhar
pra si mesmo
Saiba que o ego é ilusão
- é um falso chão -
O verdadeiro ofício é se livrar do vicio
de se por um titulo e viver a esmo
Pra que se machucar com tão inútil contradição
Esse jogo insaciável de apego e aversão
Se desvalorizar é o mesmo que se super-amar
Ambos querem excluir o resto do mundo
Enquanto o seu tesouro fica preso lá no fundo
(Leo Cavalcanti)
Pare de sofrer de antemão
- não se julgue um cão -
Saiba que é difícil, sempre no início dá muito medo de olhar
pra si mesmo
Saiba que o ego é ilusão
- é um falso chão -
O verdadeiro ofício é se livrar do vicio
de se por um titulo e viver a esmo
Pra que se machucar com tão inútil contradição
Esse jogo insaciável de apego e aversão
Se desvalorizar é o mesmo que se super-amar
Ambos querem excluir o resto do mundo
Enquanto o seu tesouro fica preso lá no fundo

2 comentários:
pARABÉNS PELA ESCOLHA, A MUSICA E LETRA SÃO ESPERANÇA NA NOVA MÚSICA BRASILEIRA.
Você passou colando em cálculo para farmácia usando o Photomath. Você cuspiu no prato que comeu. Você ficou me humilhando em analítica 1 por causa de iniciação científica, mesmo depois de eu ter te mandado um vídeo te ensinando como fazia para virar professora universitária. Você não esperou nem o semestre acabar para se voltar contra mim. Você passou colando em assistência farmacêutica, graças à cola, que a Maria Miceli (namorada do Fabrício Pereira dos Santos Maia) deu para você.
Você está fazendo iniciação científica com bolsa no FitoFar e ainda viajou para a Europa com o dinheiro da bolsa de IC. Eu sei tudo sobre você, eu achei o seu perfil no Instagram de você viajando para a Europa com o dinheiro da bolsa de IC e o seu perfil no Linkedin:
https://www.instagram.com/p/C-q8YN5uQDP/
https://br.linkedin.com/in/ana-beatriz-lima-998a1779
Você publicou esses dois artigos científicos e nem sequer se deu ao trabalho de criar um perfil no currículo lattes:
https://doi.org/10.32712/2446-4775.2025.1888
https://doi.org/10.3390/plants15131998
O título do seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) é Bioprospecção de metabólitos de espécies maranhenses com potencial anti-SARSCoV. Depois que eu enviei um e-mail para a sua orientadora de TCC denunciando que você cola na prova e pedindo que ela parasse de ser sua orientadora de TCC. Você mandou o Fabricio Pereira dos Santos Maia mandar a amiga dela chamada Giulia fazer queixa para o meu pai. Você achou que isso iria me intimidar. Só que não deu certo. Eu não me arrependo do que eu fiz, eu faria de novo. Quer dizer fez o que fez comigo e agora vai se formar como farmacêutica como se não tivesse feito nada de errado?
Você é a prova que a coordenação da farmácia fecha os olhos para quem cola na prova. A coordenação da farmácia da UFRJ quer que todo mundo se forme como farmacêutico, mesmo que para isso, as pessoas tenham que usar métodos imorais como colar na prova.
Você não deve ter escrito nem uma linha desses dois artigos científicos, que você publicou. Você não tem como usar um conhecimento que você não tem para escrever esses artigos científicos. Quem cola na prova é porque não tem conhecimento para passar na prova estudando.
Você ainda fala que quer ser professora universitária. Será que você vai ensinar os seus alunos a passarem colando na prova também?
A Giulia devia ter ido à boca de fumo que tem encima da minha rua fazer queixa para o traficante. O traficante tem mais poder aqui em casa do que o meu pai. Em frente a minha casa funciona um ferro velho clandestino, que fornece material furtado para os traficantes fazerem barricadas.
A vida é boa para quem faz iniciação científica. Para quem não faz só resta morte. Eu não vou perder a minha bolsa.
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